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Se você não pagou por alguma coisa, você não é o cliente, é o produto à venda.

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A frase, condensada no título deste post, é de um desenvolvedor Microsoft, Andrew Lewis. É claro que ele fala do ponto de vista do programador ligado ao modelo de negócios de uma das maiores empresas de software do mundo, mas à parte sua filiação, ela esconde um fundo de verdade que faz pensar.

Se você não pagou, não é o cliente, é o produto

Se você não pagou, não é o cliente, é o produto

Donde vem toda essa profusão de serviços gratuitos na internet senão de algum desejo inconfessável de extração de capital?

Liberais adoram citar seu guru, Milton Friedman, e a frase — que não é dele, mas foi utilizada como título de um de seus livros — “Não existe almoço grátis” para nos lembrar de que no capitalismo, sem dúvida, nada é de graça.

Mesmo assim, muitos insistem em se iludir que por conta de utilizarem a internet e muitos serviços eletrônicos — email, blog, twitter etc. — “de grátis”, estariam de alguma forma abrindo rachaduras na carapaça do capital.

Antes de se imaginar realizando tal tarefa — sou obrigado a dizer, tão nobre e mais do que necessária —, no entanto, talvez fosse melhor matutar se não estamos fazendo papel de bobos e sendo postos à venda sem nem nos darmos conta disso.

Na era da informação, essa é a moeda! INFORMAÇÃO!

Você cede todas as suas informações pessoais, profissionais, geográficas e de posse dessas informações suas, as empresas (aqui cito Facebook), vendem como mercadoria suas informações para outras empresas, que auxiliam as empresas a direcionarem anúncios para você.

O Facebook não é gratuíto.

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