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Naufrágio do navio motor Freire II é considerado um dos maiores desastres fluviais da Amazônia

E você já ouviu falar no grande naufrágio do Freire II ? Considerado um dos maiores desastres fluviais da história da Amazônia! Tudo aconteceu na madrugada de 1º de outubro de 1975, quando o navio motor Freire II saiu de Manaus com destino as festividades de São Francisco de Assis em Anamã.

Infelizmente, ele nunca chegou a seu destino. O Freire II naufragou nas proximidades da ilha do Marrecão, em Manacapuru um local de difícil acesso, o que aumentou as dificuldades do resgate.

O barco Freire II desrespeitou várias regras de navegação, e estava superlotado, o que certamente contribuiu para a magnitude do desastre.

O barco possuía capacidade para 70 pessoas, mas segundo testemunhas, tinham entre 200 a 250 passageiros abordo, ultrapassando em muito a margem de segurança para a lotação prevista. Alguns passageiros estavam indo reencontrar familiares, outros para o trabalho, e outros para o famoso Festejo de São Francisco de Assis, padroeiro de Anamã. Muitos cumpriam promessas por graças alcançadas.

E por volta das cinco da manhã, a velha embarcação não resistiu a violência das águas durante manobras bruscas, quando o capitão do barco procurava entrar em um canal, causando a rotura do convés e do toldo que quebraram totalmente!

Tudo foi muito rápido e não houve tempo, nem condições para o salvamento dos passageiros. A tragédia aconteceu enquanto as pessoas dormiam, o que impossibilitou muitas delas de reagirem a tempo.

Com a quebra do convés e do toldo, os passageiros foram atirados para o rio e subitamente imprensados pelo madeirame, ferros, caixas e as cargas. O socorro só foi chegar duas horas depois com o auxílio de barcos particulares que passavam na região. A busca durou dias, com corpos mutilados sendo recuperados pelo Corpo de Bombeiros, sendo um resgate muito doloroso.

O governador Henoch Reis mobilizou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para buscar os sobreviventes e vítimas.

E enquanto as primeiras vítimas eram sepultadas, num clima de comoção popular, centenas de pessoas assistiam em Manacapuru corpos descendo o rio. Uma cena chocante até para os dias atuais.

E tudo ficava ainda mais dramático porque as buscas foram suspensas diante da severa falta de condições, devido a correnteza e a péssima visibilidade e, ainda, a presença de peixes carnívoros. Tanto que o jornal reportou à época que os 4 últimos corpos que foram encontrados estavam quase que totalmente mutilados pelos peixes carnívoros, tanto candirus quanto piranhas. E que outros corpos, poderiam aparecer próximos à Manaus, caso não tivessem sido perfurados.

O naufrágio deixou oficialmente 58 mortos. mas muitos acreditam que o número real é ainda maior, com desaparecidos até hoje. As vítimas, na maioria mulheres e crianças…. E Apesar de 58 mortes, o número de sobreviventes foi quase o triplo, graças ao esforço de resgate intensivo.

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Sobre Marcus Pessoa

Sou manauara, designer digital, fiz mestrado na Politecnico di Milano. Idealizei o “No Amazonas é Assim” e escrevo sobre Cidades Inteligentes, Marketing Digital, Curiosidades da Amazônia, Manaus Antiga e temas do cotidiano.

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