Um breve histórico sobre os boi bumbás de Manaus

Em primeiro plano, o boi de fugida do bumbá Tira Prosa, no fundo o boi original

Em primeiro plano, o boi de fugida do bumbá Tira Prosa, no fundo o boi original

O momento mais aguardado da brincadeira do boi-bumbá, entretanto, acontecia depois do período junino, às vezes no começo de agosto: a “fugida” do boi. Para essa parte final da festança, era providenciada uma réplica do boi original, mais pobre e mais tosca. O bumbá “fugia” do curral em uma noite de sábado.

No domingo pela manhã, os vaqueiros saíam do curral em busca do boi fujão. Dois ou três miolos se revezavam na fuga para não dar vida mansa aos vaqueiros, que precisavam obrigatoriamente prender o boi fujão pelo laço. A criançada, evidentemente, torcia pelo boi. E haja correria desenfreada do bumbá pelas ruas dos bairros, freadas bruscas, avanços, recuos, com o boi se desviando milagrosamente o tempo todo dos laços jogados pelos vaqueiros.